Prof. Renato Dellova publica artigo sobre “Olimpíadas: o Brasil e seu legado”. Vale a pena conferir

Olimpíadas: o Brasil e seu legado

A abertura das Olimpíadas Rio 2016 surpreendeu o mundo, encantando crianças e adultos com a tecnologia empregada, bem como as apresentações dos artistas que, por um longo tempo, ensaiaram para que a insegurança cedesse lugar à perfeição e pudessem, de alguma forma, representar o que há de melhor no Brasil e no Mundo.

Muito diferente de outras Olimpíadas, a estruturação da abertura do evento no Brasil contou com a contribuição de profissionais e pesquisadores ligados à física, ao meio ambiente e outras, pois preferiu retratar uma realidade mundial, um alerta às questões atinentes à preservação da natureza, ressaltando, por óbvio, algumas características da história do país, riquezas naturais e personagens que, em sua maioria, tem expressiva relevância no país.

O Brasil ressaltou a construção e desenvolvimento como consequências da convivência respeitosa de diversas culturas, apresentou um gráfico de imagens sensacional e ressaltou a criatividade de autoridades brasileiras, como na aviação.

Nas olimpíadas de Pequim, em 2008, procurou-se demonstrar, no Estádio Nacional de Pequim, a história e o poderio da China e, na de Londres, em 2012, muitas homenagens a ilustres britânicos, inclusive, com a bizarra condução, pelo espião James Bond – 007, de uma dublê da rainha Elizabeth, ambos saltando de paraquedas para o estádio olímpico.

No evento que ocorre no Brasil, encontramos motivos para requerer um maior apoio aos atletas brasileiros, temos a oportunidade de assistir uma delegação de refugiados que já receberam as devidas medalhas por sobreviverem, e vislumbrar que há algo lindo para se ver, além de nós mesmos.

Assim, o grande legado das Olimpíadas Rio 2016, abrange uma melhora na infraestrutura, no transporte, na renovação do espírito olímpico para incentivo ao esporte, numa ampliação na economia, na mensagem de que é possível superar e, especialmente, no social, pois o Centro de Políticas da Fundação Getúlio Vargas, anotou grande avanço entre 2009 e 2016 nos índices cariocas de renda, empregos, desigualdades e serviços.

No mais, a grande lição é não ser vítima, mas competitiva, participativa e dedicada, pois as medalhas adquiridas até aqui são resultados de um intenso esforço e paixão. Não são favelados, brancos, pretos, ricos ou que dependam de alguma gratidão. São simplesmente brasileiros, lutadores e Campeões, na vida e no esporte!

 

FOTO - LEGADO OLIMPÍADASProf. Renato Dellova

Advogado e Professor Universitário

www.professorrenatodellova.com.br

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