Fora do Ar

Aquela mulher, única,

Que sabe todos os seus segredos,

E aqueles que você quer contar,

Só para ela,

Porque ela sabe que está entorpecido com poesia, com tinta e papel,

Seja com vinho ou qualquer alucinógeno,

Olha da mesma maneira,

Como se amasse seus poros, cabelos,

Como se ignorasse a política normal,

Como se ignorasse a própria vida,

Seus compromissos e princípios de construção pessoal,

E quero a música alta,

Qualquer uma, para que os ouvidos se encham de gozo indecifrável,

De sussurros que só eu interpreto,

E com os olhos fechados também possa sentir cada tom e toque,

Está a caminho,

Dirigindo na chuva de todos e, só nossa, Brava, escura, barulhenta, sozinha, amiga, Parceria para a alegria,

Meus poros explodem,

De qualquer ângulo demonstram,

Arte incomunicável e incontornável,

Porque essa poesia encara a morte,

Não são palavras,

Não é científico,

É poeta, louco, desvairado, ilógico,

Ignorando códigos e sistemas,

Ignorando religiões e atos,

Gritando na nudez do silêncio,

Na pele tatuada de força, de mar, de rochas,

Você é aguardada como tema,

De uma poesia carnal e de pecados,

De algo que morro ao viver!

 

 

Créditos de Imagem: https://www.google.com.br/search?biw=1600&bih=794&tbm=isch&sa=1&ei=sGBeWqC3NcmLwgSx1oPABg&q=dois+corpos+sensuais&oq=dois+corpos+sensuais&gs_l=psy-ab.3…10866.13740.0.14814.20.16.0.0.0.0.264.1906.0j9j2.11.0….0…1c.1.64.psy-ab..9.8.1346…0j0i67k1j0i5i30k1j0i24k1.0.5nqufKiAT-8#imgrc=VVn9LM_5Q9wlUM:

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