Em Torno do Orgasmo

Quanta força faço para rasgar com os dentes essa pele, que se desfigura a cada mordida,

Ardida,

Que responde com poros abertos e pêlos que se arrepiam incontroláveis,

No vermelho das palmas, nádegas e gritos,

No vermelho da boca, da língua e dos sussurros,

De beijos e apertos,

Da nuca e cabelos,

Presos,

De uma só maneira em mãos firmes,

Da profusão de suor,

Do mortiço tesão,

De músculos e exaustão,

E agora,

Observo o queixinho desenhado,

O narizinho de sempre,

O cabelo esvoaçado,

E nos fluídos grudado,

E o corpo marcado,

De dedos e violência,

De orgasmos e ardência,

No sangue pisado,

E na cintura ousado,

Afirma a pressão,

De quem se despede do corpo,

Separa a alma,

E de muito sóbrio ou são,

Adormece e vive,

Um sonho verdadeiro,

E a alegria de então!

 

crédito de imagem: http://www.folhavitoria.com.br/entretenimento/blogs/sexo-e-prazer/wp-content/uploads/2015/04/todo-mundo-finge-orgasmo.jpg

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