A República de Joesley

A República de Joesley

 

Alguns querem que o Presidente Temer renuncie em respeito à Constituição Federal, e ao mesmo tempo querem aquilo que é contrário a própria Constituição Federal, ou seja, as eleições diretas.

Importante salientar que as eleições devem ser indiretas conforme o artigo 81 da Constituição Federal, portanto, o Congresso Nacional (Câmara e Senado) decidirá as regras para a votação. Mais especificamente, o STF quem poderia dar as regras no caso de afastamento de Temer.

No Brasil já tivemos as eleições indiretas na ditadura militar, sendo que o último eleito indiretamente foi Tancredo Neves, que no momento está se revirando no túmulo, depois da traquinagem do netinho Aécio.

Por outro lado, na hipótese de aprovação pelo Congresso Nacional, de uma PEC modificando as eleições de indiretas para diretas, a Constituição também seria respeitada. Mas entendo que devemos respeitar a Constituição Federal e não ajustá-la aos nossos interesses.

Mas o que interessa agora? Discutir a viabilidade das eleições diretas neste momento ou fazermos reformas políticas mais relevantes enquanto o Presidente nomeado por eleições

indiretas comanda o país? A resposta é simples: observemos a Constituição Federal e não percamos de vista a necessidade de aprovação de aspectos importantes de uma reforma política.

Concretamente os malfadados áudios não comprometem o Presidente, como quer fazer a crença midiática. Em contrapartida, não daria para negar a conivência em alguns pontos afirmados pelo Joesley Carne de Papel de que alguns juízes estariam sendo manipulados.

Os oportunistas e inconsequentes brotam de todos os lugares. Em Campinas, por exemplo, representantes legislativos, chamaram o povo para as ruas para manifestar “sabe-se lá o que” antes mesmo de saber o que estava acontecendo ou da divulgação dos áudios sobre o Presidente.

Avanços econômicos foram alcançados e são evidentes no país, inclusive com a proposta das reformas trabalhista e previdenciária. O Brasil precisa crescer e para isso acontecer é importante compreender o que se passa nele, assumir compromissos mais concretos e parar de fazer discursos folclóricos, como mandar para o meu WhatsApp a incrível solução de “vamos boicotar a Friboi”.

 

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